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sexta-feira

História Real: Uma dolorosa Lição


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Sua queda espiritual provavelmente começou ao ouvir, por acaso, alguns viajantes discutindo sobre a exótica "terra distante". Mulheres lindas, festas e diversão eram as dádivas oferecidas diariamente aos homens de sorte que lá viviam. Quanto mais ele pensava nesse emocionante lugar, mais incômoda lhe parecia a vida na fazenda de seu pai. Dia após dia, ele sonhava sobre como seria a ida para aquele novo lugar. As fantasias quando ganham espaço, vão se fortalecendo e se desenvolvendo, e é por essa razão que é melhor censurá-las quando aparecem pela primeira vez.

No começo, ele não levou a sério a idéia de viajar. Era apenas um pensamento divertido que gostava de ter, uma distração. Mas, o que não percebera era que estava cometendo um velho erro: ações começam com pensamentos. Se uma pessoa passa um bom tempo pensando sobre como fazer algo, normalmente, é só uma questão de tempo até que ela vá adiante e realize esse algo.

Como era de se esperar, um dia ele anunciou ao seu pai que queria sua herança para que pudesse partir. "Eu estou cansado de viver neste lugar pacato!" - exclamou. "Eu quero ir para algum lugar excitante e novo – como a terra distante".

Seu pai provavelmente respondeu com palavras semelhantes àquelas encontradas no livro de Provérbios, capítulo 4: "Filho meu, atenta para as minhas palavras; guarda-as no meio do teu coração. Porque são vida para os que as acham. Guarda o teu coração com todo cuidado, porque dele procedem os caminhos da vida. Pondera a vereda dos teus pés. Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal. Não entres na vereda dos ímpios porque é como a escuridão." (versículos 14-27).

Suas sábias palavras caíram em ouvidos surdos. Uma vez que alguém decide deixar tudo para seguir o seu pecado, não há argumento que o impeça. Na verdade, até o mais racional dos argumentos irá apenas irritá-lo (a) com freqüência. "Encontre-se o homem com a ursa roubada dos filhotes, mas não com o insensato na sua estultícia." (Provérbios 17:12). De fato, é quase impossível convencer um pródigo a usar o bom senso até ele que esteja na lama – com os porcos.

Agora que seu coração estava no pecado, o jovem mal podia esperar para deixar a fazenda de seu pai. Cada passo que dava para longe das terras da família, tornava-lhe ainda mais motivado. Sentia como se um grande fardo tivesse sido tirado das suas costas. "Eu estou livre!" – exultou. Ele arrancou de seu pescoço o colar da obediência e da disciplina.

Assim como o viajante havia prometido, a "terra distante" era um lugar livre de toda e qualquer repressão. Com seus bolsos cheios de sua herança, o Pródigo lançou-se numa vida de festas. No meio de toda aquela excitação, entretanto, ele falhou em não perceber que cada festa que freqüentava mantinha-lhe ainda mais preso à cidade e cada vez mais longe da casa do pai.

Finalmente, chegou o dia em que todo o seu dinheiro acabou; como ilustração para o fato "os prazeres do pecado duram (apenas) por uma estação." A pobreza logo lhe sobreveio e ele acabou na lama onde "caiu em si", recuperando o bom senso. Em termos bíblicos, arrependeu-se de seu pecado e comprometeu-se a voltar para seu pai. Esse foi um primeiro grande passo, mas ele ainda iria aprender uma lição dolorosa: Cada passo que alguém dá para longe de Deus, deve ser retomado. O Pródigo lançou-se por completo na "terra distante". Ele agora tinha que percorrer todo o caminho de volta para casa.

Uma das decepções do pecado é que a pessoa pode simplesmente arrepender-se e voltar para Deus depois de tudo. Enquanto é verdade que o arrependimento genuíno traz perdão instantâneo, é verdadeiro também que por cada pecado cometido tem-se um preço a pagar. Uma das grandes conseqüências por deixar o caminho é que, quanto mais você se distanciar do Senhor, mais difícil será o seu retorno. Eu ilustrarei este princípio espiritual com duas histórias.

Certa vez, minha esposa e eu passamos algum tempo aconselhando um casal que tinha o vício de gastar dinheiro. Apesar do fato de ambos terem um bom patrimônio, eles acumulavam R$ 40,000 em dívidas. Em nosso aconselhamento com esse casal, nós cuidadosamente calculamos um orçamento que iria limitar o dinheiro para os gastos, porém, lhes daria recursos para quitar todas as suas dívidas dentro de dois anos. Infelizmente, eles não seguiram o plano. Por coincidência, nós nos encontramos dois anos mais tarde. Quão triste foi descobrir que, ao invés de terem quitado suas dívidas, eles agora deviam R$ 80,000.

A segunda história é sobre uma mulher que minha esposa aconselhou certa vez, a qual estava -com cerca de- 34 quilos acima do peso ideal. Ela a ajudou na elaboração de uma dieta razoável e uma rotina de exercícios físicos. Tivesse ela seguido este plano, teria gradualmente emagrecido e ganhado mais saúde e disposição. Ao invés disso, ela se cansou das restrições e voltou para a sua gulodice. Da ultima vez em que minha esposa a viu, ela havia ganhado uns 45 quilos adicionais.

Desperdiçar dinheiro e comer exageradamente trazem conseqüências notórias que precisam ser contornadas. É mais fácil quitar R$ 40,000 em dívidas do que R$ 80,000. É mais fácil perder 34 quilos do que perder 79 quilos. Embora não seja visível, o mesmo ocorre com aqueles que se entregam ao pecado sexual. É mais fácil superar o hábito da masturbação que já dura por dois anos do que aquele que se estende por cinco por anos.

Cada vez que um homem olha para a pornografia ou se entrega a qualquer outra forma de pecado sexual, sua mente torna-se mais poluída, seu coração mais obscuro e suas perspectivas mais distorcidas. O pecado corrompe a alma e suas marcas não desaparecem simplesmente quando uma pessoa se arrepende. Cada pecado que uma pessoa comete, a distancia mais de Deus e deixa em seu coração uma marca. Por isso, é tão importante mover-se o quanto antes: "Hoje é o dia da salvação!".

Independente da distância que um pródigo deve percorrer para voltar a ter um coração puro, ele deve fazer essa jornada. Que outra escolha ele tem? Assim como Pedro disse uma vez, "Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna." (João 6:68) A alternativa inconcebível seria continuar vivendo uma vida insuportável na "terra distante". Por mais longa que seja a viagem, cada passo dado deve ser para conduzi-lo de volta à casa do Pai.

A obra The Pulpit Commentary (O Comentário do Púlpito) registra essa verdade: "Oh, vocês que estão renunciando a Cristo, se vocês realmente são dele, vocês terão que retornar; mas não será uma jornada prazerosa para vocês. Não, de fato! Nunca foi, e nunca poderá ser. Ainda assim, Bendito seja o Senhor, que os constrange a fazer isso, mesmo que sendo árduo. É a mão que foi pregada à cruz, e o coração que lá foi perfurado por vocês, que agora lhes causa esse quebrantamento e os compele, com tristeza e vergonha, a voltar para Aquele que vocês deixaram.".

Uma das verdades encorajadoras tiradas da história do filho pródigo é que o Senhor recebe com agrado o arrependido. Na verdade, quando ele vê o filho vindo pelo caminho, ele o cobre de beijos. O melhor novilho é sacrificado. Vestem-no com o melhor traje. Há festa no céu após seu retorno. Mas, deixemos que esta prognostica verdade nos impeça de seguir pelo caminho errado: Para cada pecado há um preço.



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Regiane

www.devocionalcristao.blogspot.com

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